Como funciona a rescisão contratual em contratos de locação

Aluguel - 23 de julho de 2025


Rescisão contratual é um tema que gera muitas dúvidas entre locadores e locatários, especialmente quando o contrato ainda está em vigor. Por isso, entender como ela funciona ajuda a evitar conflitos e tomar decisões mais seguras.

Neste conteúdo, você vai descobrir em quais situações a rescisão é permitida, quais os direitos de cada parte e como formalizar o encerramento de forma correta. Além disso, explicamos quando há cobrança de multa, quais cuidados tomar com a vistoria e como lidar com garantias, como a caução.

Ao longo do texto, mostramos também os casos em que o locador pode pedir a saída do inquilino, respeitando os limites legais e as exigências do contrato. Com informações objetivas, linguagem clara e foco na prática, este guia serve como um apoio para quem deseja encerrar um contrato de forma legal e tranquila.

O que é rescisão contratual?

rescisão contratual

A rescisão contratual representa o encerramento antecipado de um acordo formal entre duas partes, antes do prazo originalmente estabelecido. No contexto da locação, isso pode acontecer por diversos motivos, como mudanças pessoais, desacordos ou situações imprevistas que tornam inviável a continuidade do contrato.

Quem pretende sair antes do término precisa comunicar a outra parte com antecedência e seguir os termos estabelecidos. Esse cuidado evita conflitos e permite que ambas as partes se organizem. Além disso, muitos contratos já preveem penalidades ou prazos para aviso prévio, o que ajuda a manter a relação transparente.

Tanto o locador quanto o locatário podem iniciar esse processo, desde que respeitem as condições legais.No caso do locador, as exigências costumam ser mais restritivas. Já o locatário pode solicitar a saída a qualquer momento, desde que arque com os encargos estipulados.

Por isso, analisar o contrato antes de qualquer decisão evita surpresas. A leitura atenta e o diálogo direto são passos importantes para garantir que o fim do vínculo ocorra de forma legal e respeitosa. Dessa forma, o processo segue com menos desgaste para todos os envolvidos.

Quando é permitido rescindir um contrato de locação

A lei permite encerrar um contrato de locação antes do prazo em diversas situações. O locatário pode sair do imóvel a qualquer momento, desde que arque com as condições previstas no contrato, como o aviso prévio ou multa proporcional. 

Já o locador precisa justificar a decisão com base em motivos legais, como uso próprio, venda do imóvel ou necessidade de reforma urgente. Além disso, o descumprimento de cláusulas também justifica a rescisão contratual. Por exemplo, atrasos frequentes no pagamento ou uso indevido do imóvel violam o acordo e dão ao locador o direito de rompê-lo. 

Da mesma forma, a falta de manutenção por parte do proprietário pode prejudicar o inquilino e motivar a saída antecipada. Outro ponto importante envolve o diálogo. Quando as partes mantêm uma relação transparente, conseguem chegar a um acordo mesmo em casos que a lei não prevê diretamente. 

Acordos amigáveis costumam trazer menos prejuízos para ambos os lados. Em qualquer situação, é essencial registrar a decisão por escrito. Esse cuidado garante mais segurança jurídica e protege os interesses envolvidos. Antes de tomar qualquer atitude, consulte o contrato de locação e, se necessário, busque orientação profissional.

Multa por rescisão contratual: como funciona

A multa funciona como uma compensação para a parte que não solicitou o fim do contrato. No caso da locação, o locador ou locatário pode aplicá-la, desde que ela conste no contrato assinado. Normalmente, essa penalidade corresponde a um valor proporcional ao tempo restante do acordo.

Por exemplo, se o contrato é de 30 meses e a pessoa decide sair no 15º mês, a multa será ajustada com base no período não cumprido. Esse cálculo evita prejuízos excessivos e garante equilíbrio entre as partes. Por isso, é importante definir essa regra de forma clara já no início da locação.

Além disso, alguns contratos preveem isenção da multa após determinado período de permanência, como 12 meses. Essas condições oferecem mais flexibilidade para o inquilino que precisa mudar por motivos pessoais ou profissionais. Contudo, quem ignora essas cláusulas corre o risco de pagar mais do que o necessário.

Antes de tomar qualquer decisão, analise o contrato com atenção. Se a cláusula da rescisão contratual parecer abusiva ou não existir, procure ajuda jurídica para avaliar a situação. Evite conflitos desnecessários ao agir com planejamento e boa comunicação.

Como formalizar a rescisão contratual de forma segura

Para evitar problemas, formalize a saída do imóvel por escrito.
Redija um documento simples, com data de entrega das chaves e assinatura das partes.
Esse cuidado protege tanto o locador quanto o locatário e comprova que a relação contratual chegou ao fim.

Antes disso, agende uma vistoria no imóvel. As partes devem verificar o estado da propriedade e registrar qualquer dano ou reparo pendente. Esse processo reduz o risco de cobranças indevidas e garante mais transparência na transição.

Caso tenha ocorrido o pagamento de caução de aluguel, avalie se existem pendências que justifiquem o abatimento de valores. Se não houver, o proprietário deve devolver a quantia integralmente. Por isso, mantenha todos os comprovantes de pagamentos em ordem.

Além disso, entregue as chaves pessoalmente e peça um recibo. Essa atitude reforça o encerramento da responsabilidade sobre o imóvel. Evite deixar o processo incompleto, pois isso pode gerar cobranças futuras ou disputas judiciais.

A formalização correta da rescisão contratual evita incertezas e preserva o bom relacionamento entre as partes. A comunicação clara e o cumprimento das obrigações legais tornam esse momento mais tranquilo e previsível.

Rescisão contratual por parte do locador

O locador pode encerrar o contrato antes do prazo apenas em situações específicas previstas na lei. Entre os motivos válidos, destacam-se: uso próprio do imóvel, necessidade urgente de obras estruturais ou a venda da propriedade. Mesmo assim, ele deve respeitar os prazos legais e notificar o inquilino com antecedência mínima de 30 dias.

Esse aviso precisa ocorrer por escrito e conter a justificativa da decisão. Caso o locatário se recuse a sair, o locador deve buscar apoio jurídico para entrar com ação de despejo. Portanto, seguir o processo corretamente evita conflitos e desgastes desnecessários.

O proprietário não pode usar o reajuste de aluguel como desculpa para forçar a saída do inquilino. Essa prática caracteriza abuso e fere os princípios do contrato. Por isso, é fundamental conhecer os limites legais antes de tomar qualquer atitude.

Além disso, o bom senso e o diálogo contribuem para acordos mais justos. Muitos casos se resolvem com uma conversa direta e transparente entre as partes. Mesmo quando a rescisão contratual parte do locador, é possível manter o respeito e a legalidade durante todo o processo.

Encerramento de contrato com segurança e clareza

Entender como funciona a rescisão contratual em contratos de locação evita prejuízos, conflitos e decisões precipitadas. Ao conhecer seus direitos e deveres, tanto locadores quanto locatários agem com mais segurança e respeito às normas legais. 

Desde os motivos permitidos até os cuidados com a formalização, cada etapa exige atenção e diálogo. Se você está pensando em rescindir um contrato de aluguel ou simplesmente deseja se informar melhor, este conteúdo oferece as bases para uma decisão consciente. 

Evite surpresas ao consultar o contrato, seguir as orientações legais e registrar tudo por escrito. Se gostou do conteúdo, continue acompanhando o blog da Imobiliária Balbás para mais informações úteis sobre locação, mercado imobiliário e gestão de imóveis. 

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